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ASQ

Saúde mental nas empresas durante a pandemia

Uma pesquisa publicada pelo portal Medicina/SA apresenta um panorama da saúde mental dos colaboradores de empresas brasileiras durante a pandemia de Covid-19. Os resultados demonstram que ainda que as pessoas estejam sofrendo mais e reconhecendo a importância de olhar para a saúde mental. No entanto, não estão encontrando respaldo em seus empregadores.

Segundo o estudo, 41% dos 2.007 entrevistados tiveram como principal sensação neste período o medo intenso de que alguém próximo ficasse doente ou morresse, 33% tiveram insônia e 33% tiveram crises de ansiedade. Com o tema ganhando espaço nas discussões, 62% das pessoas afirma que passou a entender melhor a importância de cuidar da saúde mental. Porém, o tema ainda é considerado um tabu.

Como as pessoas estão lidando com a saúde mental?

Como estratégias para lidar com os sentimentos e emoções que afloraram neste período de crise de saúde e financeira, 35% dos entrevistados afirma que se afastaram das notícias e informações. Ainda 42% afirmam que as redes sociais contribuem diretamente para a ansiedade. Para apenas 47% dos entrevistados as empresas para as quais trabalham estão preocupadas ou muito preocupadas com a saúde mental dos colaboradores. Para os demais, isso não é verdade. 25% sentem que seus empregadores não estão preocupados com o tema. 

Sobre buscar ajuda profissional, apenas 50% dos entrevistados afirmou se sentir à vontade para conversar com um profissional de saúde mental, como um psiquiatra ou psicólogo. Porém, se o profissional for indicado pela empresa, o número cai para 33%. 

Olhar escasso para a saúde mental: uma questão cultural

Segundo Débora Almeida, psicóloga na AsQ, questões culturais estão relacionadas ao baixo investimento em saúde mental por parte das empresas. Pois a saúde mental envolve questões subjetivas, como sentimentos, emoções e comportamentos. Por isso, ainda há um grande tabu em abordar estes assuntos dentro das empresas: “É como se os problemas associados à mente ‘não aparecessem’, pois não são palpáveis. Então, habitualmente, olha-se muito para a produtividade e os resultados, mas nem todas as empresas têm o olhar empático com o colaborador”, afirma. 

O resultado são menos investimentos e mais problemas relacionados. São os colaboradores os primeiros a sofrer as consequências. Podem passar a ter distúrbios do sono, dificuldade de concentração, memória prejudicada, por exemplo. “Possivelmente a falta de cuidado com a saúde mental do colaborador vai refletir em menos produtividade, menor motivação e disposição para trabalhar e até mesmo afastamentos médicos ou psicológicos”, acredita Débora. Ou seja, quando a empresa cuida da saúde mental dos seus colaboradores, todos saem ganhando.

Como cuidar da saúde mental em tempos de pandemia?

Para a psicóloga, cuidar da saúde mental é fundamental sempre. O autoconhecimento auxilia a gerenciar as emoções e nos permite fazer escolhas mais conscientes diante dos problemas do dia a dia. Assim, levando em conta que somos seres integrais – corpo, mente, emoções – e considerando ainda que periodicamente cuidamos da saúde física, fazendo exames de rotina e checkups, é preciso também estarmos sempre atentos e em busca do equilíbrio quando se trata de saúde mental.

É importante ressaltar que com o novo coronavírus, as pessoas passaram por mudanças, precisaram se adaptar, tiveram que lidar com o fato de que grande parte das coisas estão sob nosso controle e com o isolamento social, que pode contribuir para intensificar quadros de depressão e ansiedade. Neste contexto, a sugestão da profissional  é buscar conexão consigo mesmo: “para que assim identifique suas necessidades e possa procurar ajuda profissional se preciso”. 

Saúde mental em tempos de home office

Mesmo em tempos de home office, há formas de as empresas cuidarem da saúde mental dos trabalhadores: “A empresa pode oferecer rodas de conversa online, disponibilizar um canal de comunicação com um profissional de saúde mental, facilitar o acesso à profissionais para o caso do funcionário optar por iniciar um processo terapêutico, incluir dicas de inteligência emocional nos informativos internos… Mas acredito que, antes de tudo isso, a empresa precisa se mostrar disponível para cuidar do colaborador”, observa Débora. 

Com o distanciamento físico, se torna mais difícil perceber mudanças de comportamento que podem indicar uma questão de saúde mental. “Em sua grande maioria, as empresas continuam esperando do colaborador uma produtividade igual ou maior, sendo que agora o contexto é totalmente diferente. Muitos colaboradores em home office acabam somando a suas jornadas de trabalho o cuidado com os filhos, que também estão em casa, além de ainda terem que lidar eventualmente com questões da sua própria saúde ou com a de familiares. Muitos inclusive estão em luto.” aponta Débora.  Por isso, mais do que nunca é necessário que gestores tenham um olhar empático para os colaboradores, para que se sintam acolhidos em momentos de dificuldade. 

A AsQ é incansável por uma saúde melhor e apoia as empresas a cuidarem de seus colaboradores de forma integral e personalizada. Vamos conversar? 

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