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ASQ

Confira artigo sobre a ergonomia e o home office

Aqui na AsQ, estamos sempre em busca de respostas que possam melhorar o futuro da saúde no país. Por isso, lançamos o Pesquisa em Foco, onde vamos publicar artigos realizados por nossos profissionais e também estudos feitos por outros pesquisadores. O artigo de hoje, intitulado A proposição de estratégias de prevenção ergonômica frente aos impactos da rotina de home office, durante a pandemia da Covid-19, é uma pesquisa feita pelos nossos colaboradores sobre ergonomia. Confira na íntegra:

 

OBJETIVOS: Analisar as condições de trabalho e percepção de dor, após a adoção do home office e propor estratégias para evitar prejuízos ao bem-estar do colaborador, durante o período de isolamento social.

 

MÉTODOS: A pesquisa de investigação das condições de trabalho em home office, foi realizada no primeiro mês de pandemia, com colaboradores em trabalho remoto. Foi disponibilizado um questionário eletrônico, composto por perguntas relativas à quatro aspectos da rotina e condições de trabalho: média de tempo sentado sem interrupção; tipo de assento utilizado; percepção de dor física; participação nas sessões de ginástica laboral. Para as análises foi utilizada a frequência absoluta, com dados anonimizados. Posteriormente houve a elaboração das atividades a serem desenvolvidas, baseadas nos resultados do questionário aplicado. 

 

RESULTADOS: Um total de 63 colaboradores em home office responderam o questionário. Em relação aos quatro aspectos avaliados, cerca de 47,6% dos entrevistados, permaneciam mais de três horas sem se levantar, 58,7% utilizavam cadeiras de uso doméstico para trabalhar, 76,2% relataram aumento de dor após o início da modalidade home office e 55,6% dos indivíduos responderam que não estão participando das sessões de ginástica laboral após o início da pandemia e adoção do home office. As ações propostas frente a estes dados, foram a adoção de atendimento online, pré-agendado com o colaborador, sobre como adaptar o local de trabalho, segundo as normas ergonômicas; definição, por meio de pesquisa prévia junto aos colaboradores, do melhor horário para a execução das sessões de ginástica laboral, com condução ao vivo, enviando lembretes em horário próximo das sessões; execução de pesquisa periódica para avaliar a percepção de dor e condições ergonômicas dos colaboradores, propondo novas intervenções, caso necessário.

 

CONCLUSÕES: O modelo home office, embora essencial para o isolamento social, deve ser apoiado por medidas educacionais para que não cause prejuízos à saúde do colaborador. Os resultados apontaram que a mudança na modalidade de trabalho pode, a longo prazo, influenciar no bem-estar do colaborador, uma vez que muitos já têm percebido um aumento na ocorrência de dores e não tem participado assiduamente das sessões de ginástica laboral, uma das estratégias adotadas pela empresa para redução e prevenção de desconfortos osteomusculares. Isso, somado ao fato de que a maioria dos colaboradores tem se mantido mais tempo sentado do que o recomendado, sem mudança de posição para ativação muscular, aumenta a possibilidade do surgimento de desconfortos e dores. A partir do diagnóstico realizado, foram traçadas atividades educacionais específicas para os colaboradores e estratégias para o aumento da adesão na ginástica laboral. Os resultados dessa nova abordagem serão apresentados em estudos futuros.

Autores: Daniela Parizotto, Everson Bertazo, Jackson Ricardo, Mirela Christmann, Paulo Ricardo Medeiros, Gabriel Dorigon de Jesus, Patrícia Sanches Ferreira e Luiza da Costa Oliveira Fabris. 

 

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