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Confira o artigo sobre a segurança do paciente com a pandemia

A segurança do paciente, durante a internação, é um tema que vem ganhando cada vez mais espaço. E não é para menos, pois quando os protocolos de segurança não são seguidos corretamente, além dos desperdícios financeiros, as lesões aos pacientes podem inclusive levar a óbito. Por isso, o artigo de hoje, feito pelos nossos especialistas, trata da segurança do paciente durante a pandemia. Confira. 

 

OBJETIVOS: Desde que o primeiro paciente com Covid-19 foi descoberto no Brasil, em meados de fevereiro, a infecção causada pelo novo coronavírus tem dominado os focos de atendimento em saúde e tem se tornado cada vez mais importante no país. Porém, destacamos que mesmo diante das crises, deve-se priorizar as orientações que valorizem a segurança do paciente. Entende-se por segurança do paciente a redução, a um mínimo aceitável, do risco de dano desnecessário associado ao cuidado em saúde. Os danos podem ser de vários tipos, incluindo doenças, lesão, sofrimento, incapacidade e morte. Segundo a literatura, em média 1 a cada 10 pacientes internados sofre algum dano, e desses, mais da metade são evitáveis. O objetivo desse trabalho é demonstrar a importância do monitoramento e cumprimento dos protocolos de segurança do paciente em hospitais privados, durante uma pandemia, por meio da atuação da Gestão do Paciente Internado (GPI) e notificações de evento adverso. 

 

MÉTODOS: Foram selecionados 39 hospitais privados distribuídos em 10 estados (MA, CE, PE, BA, DF, MG, RJ, PR, SC e RS) onde atuamos com equipe de auditoria composta por médico e enfermeiro in loco que realiza o trabalho de Gestão do Paciente Internado (GPI) para uma autogestão regulamentada pela ANS, de atuação nacional. Foi avaliado retrospectivamente a quantidade, tipo e gravidade de eventos adversos notificados no período de abril a agosto de 2020, por meio de revisão de prontuário.

 

RESULTADOS: De um total de 4997 pacientes internados que foram acompanhados nesse período, foram registrados um total de 273 eventos adversos/circunstâncias notificáveis, sendo 74 relacionados à lesão por pressão, adquirida em ambiente hospitalar, (27%); 68 relacionados ao uso de dispositivos médicos (25%);  31 relacionados à infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), a partir de 48 horas da admissão (11%); 21 relacionados à complicações pós-cirurgias, tratamentos ou exame (8%); 18 relacionados à cirurgia (7%); 17 relacionados ao uso de medicamentos (6%); 15 relacionados à reinternação em menos de 30 dias pelo mesmo CID ou complicação pós-alta (5%); 14 sobre registro e continuidade da assistência (5%); 05 relacionado à queda (2%); 04 relacionados à hemoterapia (1%); 03 relacionado ao uso de OPME/DMI (1%) e 03 relacionado à falha de equipamento (1%). Quanto a classificação do dano gerado pelo incidente, foram 19 sem dano; 169 dano leve; 71 moderado; 12 severo e 2 óbitos.

 

CONCLUSÕES: Apesar de algumas limitações na identificação dos eventos devido ao cenário atual e, por vezes, do impedimento da ida à beira leito do paciente, verificamos incidência de evento adverso em 5,5% dos pacientes acompanhados. Concluímos que o fato de muitas instituições concentrarem todo seu foco no cuidado de pacientes infectados com o vírus, acabou fazendo com que alguns protocolos e questões de segurança ficassem em segundo plano. No entanto, a segurança do paciente é uma responsabilidade e não pode ser subestimada. A Gestão do Paciente Internado é uma ferramenta que auxilia no acompanhamento e monitoramento dos riscos. Neste processo, em parceria com os prestadores, a gestão de internação é avaliada e é comunicada qualquer identificação de risco ao paciente, cobrando atuação. Dessa forma, os resultados aparecem, tanto no aumento de bons desfechos clínicos, quanto na diminuição de eventos adversos.

 

Autores: Felipe Bruno Sarafim de Lima, Mariana Macena, Fernanda Fraga Góes e Pricila de Oliveira Rodrigues.

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