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ASQ

A relação entre exercícios físicos e o combate à Covid-19

A pandemia do novo coronavírus trouxe uma nova escala à preocupação de cuidar da saúde. Para além das dicas relacionadas ao distanciamento social e a higiene, como uso de máscaras e álcool em gel, um outro tema foi constante: a imunidade. Com a ausência de tratamentos comprovadamente eficazes, as pessoas começaram a buscar alternativas para fortalecer o seu próprio organismo e o sistema imune para enfrentar o vírus.

 

Para tanto, não é segredo que hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes, sono regulado e prática regular de exercícios físicos, podem ajudar. A atividade física pode auxiliar ao longo da vida, prevenindo doenças crônicas que se apresentam como fator de risco para outras condições (como a própria Covid-19), mas não só. 

 

Em um estudo publicado pela revista científica Diabetes & Metabolic Syndrome: Clinical Research & Reviews, pesquisadores analisaram pacientes com Covid-19 e concluíram que treinos aeróbicos contribuem para fortalecer a imunidade em geral e o sistema respiratório, podendo minimizar a morbidade e mortalidade decorrentes do vírus.

 

Porém, para aqueles que estão começando agora, se engajar na prática de forma segura e eficiente pode parecer um desafio. Conversamos com a Dra. Maraísa Frota, Médica de Família que trabalha em um das Clínicas de APS da AsQ, para compreender como os exercícios podem ser aliados da saúde. Confira o bate-papo!

 

  1. Por que fazer exercícios contribui para a imunidade?

Porque ao se fazer exercícios de forma equilibrada, sem excessos, com prazer e foco, aliado uma alimentação saudável e sono reparador, o estresse natural provocado pela atividade física será bem assimilado pelo nosso sistema nervoso, endócrino (hormônios), cardiovascular, renal, digestório e respiratório. Esses sistemas, por sua vez, vão entrar em em sintonia com o sistema imunológico que vai produzir mais células de defesa, diminuir células inflamatórias e poder estar mais preparado para enfrentar qualquer doença que venha a desequilibrar todos os sistemas já citados. Diante disso, é visível a redução da incidência e morbidade de doenças cardiovasculares, doenças crônicas do pulmão, doença renal crônica, diabetes mellitus e até alguns tipos de cânceres.

 

  1. Quais as modalidades mais indicadas para quem quer melhorar a imunidade?

Então, qualquer modalidade de alguma forma vai acabar ajudando a melhorar a imunidade. Para cada pessoa deve ser prescrita a modalidade de acordo com o perfil de saúde, objetivo e condições financeiras. Mas de uma forma geral, exercícios aeróbicos mesclados a exercícios de força, como os treinos funcionais são bem adaptáveis porque ao mesmo tempo que melhoram a capacidade funcional tanto pulmonar como cardiovascular, melhora o tônus muscular. Outros exercícios que venham a trazer bem-estar como ioga e pilates também vão ajudar a melhorar a imunidade. O tipo de exercício deve ser prescrito em conjunto pelo médico e um educador físico depois de uma avaliação médica que possa atestar que a pessoa está apta.

 

  1. Como as pessoas que estão sedentárias podem começar?

As pessoas que estão sedentárias podem começar com caminhadas leves, alongamentos, pesos leves – dependendo da condição e perfil de saúde – e ir aumentando gradualmente, conforme a adaptação e sem ultrapassar o limite recomendado. Não vai adiantar nada querer virar atleta da noite pro dia e começar com alta intensidade, pois podem ocorrer lesões musculares com maior facilidade, a pessoa ficar mais cansada e desistir logo. O ideal é que sejam realizadas atividades físicas pelo menos 3 vezes por semana ou mais, dependendo do tempo da atividade por dia. O ideal é que se faça pelo menos 150 minutos de atividade por semana sem ultrapassar 100 minutos por dia. 

 

  1. O exercício físico pode vir a ser prejudicial para a imunidade ou para pessoas que têm alguma condição de saúde? Caso sim, quais?

Para a imunidade não tem nenhuma modalidade que seja prejudicial. Mas em relação à lesões musculares, caso haja prescrição ou execução errada em quantidade e qualidade de exercícios versus perfil da pessoa, a chance de acontecerem é maior. As lesões musculares seriam o maior risco dos exercícios se não forem observadas as questões citadas acima. Casos mais graves como um infarto e morte súbita são mais raros e por isso é importante a avaliação médica antes de se iniciar qualquer prática de atividade física.

 

  1. Tem alguma recomendação para quem quer começar a se exercitar regularmente?

Ser “atleta de fim de semana” até ajuda em alguma coisa, mas não é o recomendado. Se não existe equilíbrio no resto da semana entre alimentação, sono e atividade física, o estresse provocado pela atividade física extenuante e intensa do final de semana, poderá ser mais prejudicial do que benéfico. Então, a recomendação maior é fazer uma consulta médica para avaliar todo o perfil de saúde da pessoa, realizar os exames que sejam necessários e aí diante dos resultados o médico prescrever os exercícios e na parceria com um educador físico, haver a complementação. O médico sozinho não deve ser o único prescritor da atividade física, precisa do olhar do educador físico para que fique completo o acompanhamento.

 

  1. Quais os outros benefícios da atividade física para a saúde que você destacaria? 

 

Além da imunidade, a prática de atividade física é super benéfica para a saúde mental. Já foi comprovado que ao se praticar qualquer exercício físico há a liberação de endorfina, o chamado hormônio da felicidade, e sendo assim, o exercício físico é um ótimo aliado no tratamento não-medicamentoso de ansiedade, depressão e quaisquer outros transtornos da saúde mental.

 

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